etílica.

Prefiro essa pinga ruim!
barata, vagabunda, cotidiana.
Pendurada no teto do armazém.
“secos e molhados”

Rasga por dentro.
deixa gosto. leva o resto.
até a dor. de cabeça.

cansei do resto.
tão chato.
só me lembro do teto.

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poesia política.

comer política.
digerir poesia.

etílica, quente, acetilsalicílica.

gritando. gemendo. bebendo. chorando.
o povo é poesia.

vozes.

às vezes,
me vêem como um frio. 

a vida é líquida.
a rima é política.

 

.

listrado.

Não é que eu tenha medo da segunda divisão. Mas é que eu sempre torço pelo que contorce meu peito, cansa meu corpo e me come a alma. o que não tem juízo e soa a camisa. Ah, talvez seja culpa minha. por achar o equilíbrio sempre tão chato. e o céu tão longe.

Esse maldito otimismo do meu time. imortal, que quase chora, olhando pra mim. O seu jornal vagabundo, essa camisa suja, meu pé, que dói tanto. porque eu ainda não parei. de continuar.