Ainda era ontem.

Hoje me peguei chorando por uma música. Ainda não sei se foi pela música, pelo Bukowski recém fechado ou por estar sozinha, mesmo sem estar sozinha. O que eu sei, é que não chorava atoa desde os meus 17 anos, quando a poesia estava nas esquinas, na veia, nas bebidas e nas pessoas.

E o que sou eu afinal, sem poesia? Um copo vazio, uma pessoa vazia, uma esquina vazia…