O passarinho

Era uma gaoila tão linda, feita com tanto carinho e amor, construída pra nunca mais acabar… e quando eu abri a porta, achando que ele ia ficar,  acordei sozinha.

Eu amo tanto a libredade, que não poderia ser feliz tendo um passarinho na gaiola. Como doeu abrir a porta e ver ele voar, como doi nunca mais ouvir ele cantar de manhã, nunca mais ele vai enfeitar minha vida de cores e alegria. Nunca mais eu vou me sentir culpada por cortar-lhe as asas.

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dualidade

Hoje eu acordei com vontade de correr. De ir embora, de ficar. De nunca mais ter que brigar e fazendo tudo que eu prometi nunca mais fazer.
Minha dualiade não machuca ninguém mais do que a mim. Eu sou confusa, perdida, intrusa em mim mesma. Sei o que é certo mas acabo fazendo tudo errado. Eu sou o erro encarnado. O medo, o anseio, a tia do menino de olhos azuis que precisa sempre sorrir de volta.
Eu quero que passe logo, quero ser jovem pra sempre, quero ter maturidade, quero parar de me machucar e de machucar quem gosta de mim. Quero parar de me defender atacando e de chorar em propagandas políticas.
Não quero ser eu.