Ciço, é moço cabreiro, franzino.
Narciso e poeta
de circo.

Ciço, levou meu anel,
minha jura,
meu juizo.

Ciço, fez-me rir,
e arrancou
meu dente ciso.

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sem prosa, sem rumo, sem sono.
sozinha.
A casa está enorme,
as pessoas, vazias.

Amor, sumiu.
Calor, partiu.
Agunia, consumiu.

  
Eu queria um lasco de sono
… e outro café.

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céu de canetinha

Ela é pequenininha,
mesmo sendo maior que eu.
Minha florzinha
tem a cor do céu.
A sapeca menininha,
cansou de esperar papai Noel
e fez um céu de canetinha
no canto do meu papel.

“Emilinha”
Escrevi, aonde não tinha céu:
“… ocê é a estrelinha
que colore o peito meu.”

 

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