inverno

Quase sempre vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, vários amores, nenhum cachorro pra sentir minha falta se arrebentar a cara toda saindo daqui. Continua tudo certo. Fora da rota, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Corajosa, Darkérrima, moderníssima, depois das 3.
Quase nunca fico sozinha, do meu lado, um café, algum chocolate e seu retrato na gaveta, lembrando que nosso amor ainda existe, ou resiste. Enquanto pasmo dentro do meu casaco com cheiro de vintage, quente como o café, na minha caneca, porque faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu, como abóbora ou Cinderela,  me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da rota e de tudo: uma criança assustada.

Anúncios

3 comentários sobre “inverno

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s