o vento que entortou a flor

flor

É dia de Iemanjá, e eu, hoje, só queria ser flor, pra me jogar. E acalmar, tudo aquilo que o mar arrasta pra dentro de mim.
Tanto tempero e desespero, que embrulha o estômago, antes de nascerem as flores.
O sol faz da água sal, e das ondas… saudade. São tão fortes, que não me arrisco entrar. Logo eu, que nunca tive medo de ter medo. Fico cá, aonde eu posso pisar, e correr pro frio de casa.

E foi assim… de mar, em mar, que eu aprendi a contar.
Enquanto ouvia o batuque da viola, misturada às conversas, e à chuva…. (era perfeito!) o ônibus não saía, pra aumentar minha agonia. E virada de costas, eu via a janela chorar, junto com a chuva. eu não. sabia o que era certo ou indiscreto. Só sabia que era tanta gente pra Iemanjá escutar, que talvez ela não tivesse tempo, daí… eu chovi. uma chuva de verão. Forte! e passageira…

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5 comentários sobre “o vento que entortou a flor

  1. Só posso cantar uma múscia pra vc….aiaiai ….vamos lá!

    …E o teu medo de ter medo de ter medo
    Não faz da minha força confusão
    Teu corpo é meu espelho e em ti navego
    E eu sei que tua correnteza não tem direção…

    Eita Trem Bão, sô!
    Legião é dimaissssss!

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