rádio

Pela janela, a vulnerabilidade. e tudo que eu tirei daqui, de mim, e de ti, essa semana. que não foi das melhores.
Mas é só ligar o rádio, e fazer de conta que as ondas arrastam pro mar, que toda nuvem é de algodão doce, que toda abóbora vira carruagem, e todo sapo vira príncipe.
Esquece… não vou com a cara do Maquiavel, e abóbora, só em outubro.
Mas faz tanto frio no meu verão. Não sei se sou eu, ou se foi o sol, quem perdeu a hora. Perdi tanta coisa… juizo, um brinco, o siso, umbigo, a certeza, o norte, um porre! outro! e outro! ah… merda!

desliga o rádio! e conta, quantos faz de conta, quantos pontos, gastamos para aumentar contos. Tantos amigos, e todos tontos. Embaralhados às cartas, da noite passada.

Quantas declarações, jogamos ao vento. Faz tanto tempo…
e ainda tem vento no seu cabelo.

quebra esse rádio! é tudo mentira!!! as ondas, o doce, o algodão. a fé, a religião. o porre, ahn.. o porre não.

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6 comentários sobre “rádio

  1. precisei te ler hj! Caetano balança o vinho, o vinho me balança e não tenho um balanço! Qdo eu cheguei por aqui eu nada entendi. Na sua mais completa traduçao, alguma coisa acontece no meu coração. Do beato egocentrico e prepotente, de quem o querer é necessidade, restou apenas a vontade. Vontade de fazer de conta, contar o q nao se conta, contar baralho. Me desembaralhar. A fé soluvel e o po soluvel! Reza a correnteza, roça à beira, doura a areia… Ate mais menina do rio!

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