Baladas Bregas

O Néon defeituoso de um bar vagabundo, às vezes ilumina o rosto, outras me apaga. Quando a música acabar, todas as mensagens vão sair dos outdoors. E vão vagar como mortos pelas avenidas.
Compre! Veja! Compre! beba! use! compre! vá! escute!

esqueça… depois das três ninguém tem razão. Nem mesmo jesus cristo pendurado na parede.Os imperativos são imperfeitos. E você nem imagina como tem curvas esta estrada.

Por hora, nenhum publicitário vai pro inferno se pagar o dízimo em dia. Mas é bom desconfiar… Talvez seja só uma jogada de marketing. E a música nunca vai acabar. Ela vai e volta, feito uma fita antiga.
São todas bregas, quase tão bregas quanto o menino que as ouve.

Ele vai sem despedir, ou olhar para trás. segue o ritmo… segue a marcha, ouve a música, mas não a mim.

E se ele voltar.. mal vai se lembrar…
Do lugar sem publicitários e baralhos.

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5 comentários sobre “Baladas Bregas

  1. Balcão sujo
    Dedos brincam nas marcas circulares
    Dos copos deixados vazios
    Pensamentos em pequeníssimas garrafas de cristal
    Tomam forma
    Ardem por dentro e não deixam respirar
    As palavras surgem desbotadas
    A visão dança

    Alegre companhia a minha
    Neste local deslocado
    Onde a vergonha é paga à saída
    E a memória não existe

    De copo em copo vejo a minha história ser apagada
    Até restar somente eu
    E as moscas que me bebem os restos

    Lá fora a noite vai estar apagada
    E os cães vão rosnar à minha passagem
    Pelo caminho há-de haver alguma luz
    Algum letreiro de néon que me guie
    Bar adentro mar adentro
    Num caminho sem recuo
    Num caminho sempre igual

    É o tilintar das moedas no balcão que me acorda
    Deste estupor desvairado
    Um amigo
    Mais um copo
    Enquanto não fecha.

    ofereço-te, mereces.
    beijos,
    CT

  2. Um.. então… eu estou aki, num domingo anoite, num tedio do cacete, nem absolutamante nada pra fazer nessa joça de Net, e ai lembrei que vc tinah me pedido para vim ao seu flog… entuam cá estou eu dando o ar da minah graça.
    Texto enigmatico como sempre, mais eu acho que ate entendi…

    entuammmm

    te amoooooo s2³³³³³²²²²²²³³³³³³²²²²²²²³³³³²²²

    Bjuuuuuuu

    Bia

  3. Demorou mas eu consegui entrar aqui… é que da primeira vez, não tinha tempo. Depois, dei uma sumida também, pra colocar a cabeça no “lugar” [como se conseguisse de verdade!]

    Então, bom o blog, bom o lay, bom o post! Vou voltar, com certeza!

    [mudar o link? Avise-me…]

    Beijo!

  4. que bom mais um lugar
    para termos a honra de desfrutarmos
    dos versos de ana…
    miga
    amo filosofar filosofias de boteco quando te leio!!!
    amo o q vc escreve!!!
    amo vc e teus versos!!!
    sou tua fã!!
    adorei “tirar a virgindade” dos comentários!!!!
    adorei ser a primeira!!
    afinal,a primeira agente nunca esuqce né?!!
    hihihihihi
    bjoss!!!!–>

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