o quinto dia.

Galochas e guarda-chuva, pra sair do meu lugar, que também é seu. Pra enfrentar a chuva de poesias, entrelinhas, sirenes loucas e  olhares anônimos,  demarcando a avenida sem fim no caminho de volta pra casa.
Voltar mais cedo e nunca mais sair daquele colo quente, que abriga todos malditos, famintos, loucos, egoístas e sonhadores. Deixar de existir no quinto dia da semana, ao ler um trecho obsessivo de Clarice Lispector : “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível.”

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