O amigo.

Ele era o cara mais interessante do bar. Discreto, não estava ali pra paquerar ninguém. Tinha os olhos bem verdes, combinando com a camisa xadrês. O cabelo meio castanho, caindo no rosto, dava o charme que nenhum outro ali jamais teria.

Peguei meu copo, olhei pra ele e dise: “adoro viado!”
Ele, não menos bêbado, bateu a caneca na minha caneca e respondeu.. “e eu adoooro maria purpurina”.

E do “prost” fez-se a amizade. A gente combinava em tudo. Ficamos falando asneiras, política, música e cultura a noite toda. Foi assim que conheci o amigo de infância que eu nunca mais revi. Acho que fiquei com saudade.

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