Sozinha, sem cabeça, sem dor, sem nexo, sem rumo, o celular estava lá, e quanto mais eu o olhava, menos esperança eu tinha em ser atendida… e ele, meu companheiro, amigo, fiel, só meu!! cartão de crédito. Eu nunca o havia amado tanto, com tanta ternura e veemência. Mais uma vez era só com ele que eu podia contar. Salvou minha dignidade, ou o que sobrou dela.
Fui pro Jever, sentei e chorei, bebi e chorei, e chorei mais do que bebi.
não lembro de mais nada, sei que ele pagou minha conta e me deixou em casa. Os taxistas também aceitam cartão.
Talvez eu não estivesse tão sozinha de fato.