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Posts de Março, 2008

O cara do meu lado, franziu a testa, e apaticamente resmungou: “- esse povo é doente”. Então eu sorri, e quase chorei de emoção. Porque o “doente” estava a rodar uma bandeira do galo num sol de meio dia, no pirulito da praça 7.
… Foi a coisa mais linda que eu vi hoje.

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sobre palitos

Ah, e se o ônibus não chegasse.
E a alegria,
nunca faltasse.
E se nosso tempo
corresse, parasse, voltasse
e a gente cantarolasse
qualquer coisa,
sobre amigos e palitos,
partidos,
em pedaços de saudade.

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 Você mudou tanto,
que me apaixono todos os dias
pelos tantos de você,
que insistem em me deixar
tonta.

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Naiara.

Depois da primavera,
ela.
Áries em flor e fogo.
dos passos mansos, leves, lentos,
mornos para o verão.
Esquenta,
esfrega, os olhos.
Vocês verão.
Ela,
verão.
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Você é tão bonito, que eu poderia ficar aqui, te olhando… até sempre. sem saber, o porquê, só de ver, eu fico querendo sair de mim e ficar em você. no seu cheiro, na sua língua, rima, verbo. No avesso, do teu verso. Ah! essa prosa vadia. que me arrasta, comove, complica, arde, alivia. depois… esquece, cala. [...]

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Eu me calo, porque o concretismo não exprime, porque palavras faltam, sobram e sempre me acenam com um lenço branco, dizendo que não podem explicar.
Eu sinto, que ele me abraça anoite, às vezes.
 
(tela: René Magritte)

 
 
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A mãe de quem pariu minha mãe, era Angélica.
Angélica, embuchou-se da minha irmã caçula, ao ler que Clarissa ”é a poesia da vida no meio do realismo mesquinho. Nela, tudo encanta porque tem a inocência que a angeliza, e o sabor das coisas naturais que ainda não sofreram as deformações da sociedade… Clarissa é qualquer coisa de agreste [...]

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O Centro.

correm.
e nunca vão.
saem.
e sempre estão.
duas bala um real.
compra, troca e desbloqueia celular.
malabarismo de gente
prostituição de poesia
concreta.
quatro pilha um real.
corte é três, escova é cinco.
o outdoor mudo,
acidentou-se vermelho
no sinal verde.
ouro! ouro! outro?!
quer fazer um cartão?
  
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apetece-me.
a dependência vulgar
do bêbado, pela cachaça.
culpa
e desejo.
 

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Deixei do violão
por hora
rouco, abusado, louco.
só tenho
tempo, agora
para
catar a poesia,
que derramas
pelo chão.

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