Feeds:
Posts
Comentários

Sozinha, sem cabeça, sem dor, sem nexo, sem rumo, o celular estava lá, e quanto mais eu o olhava, menos esperança eu tinha em ser atendida… e ele, meu companheiro, amigo, fiel, só meu!! cartão de crédito. Eu nunca o havia amado tanto, com tanta ternura e veemência. Mais uma vez era só com ele que eu podia contar.  Salvou minha dignidade, ou o que sobrou dela.

Fui pro Jever, sentei e chorei, bebi e chorei, e chorei mais do que bebi.
não lembro de mais nada, sei que ele pagou minha conta e me deixou em casa. Os taxistas também aceitam cartão.

Talvez eu não estivesse tão sozinha de fato.

Como sempre, ando dormindo tarde, mas desta vez.. sonhando muito e cada dia mais fundo. Coisa que nunca fiz. Ando conhecendo pessoas, vivendo situações esquisitas e inusitadas. Misturando o choopp quente do Jever com a rede da casa da minha avó, o balcão com a festa de natal da minha família.

Boteco regaçado esse Jever. O tanto que eu já chorei, ri e me esqueci lá dentro. Meu refúgio mais ingrato e mais seguro.
Até meus sonhos, de moça que deixou de acreditar.. tem um pezinho lá.

Antes eu nunca sonhava enquanto dormia. Mas vivia cercada de luz e de esperanças. Na vida, no amor, no Brasil e até no Galo. Hoje, eu sonho dormindo e vivo acordada. Tenho medo e me sinto sozinha.

Sambinha no boteco da Bio, e ele estava todo descabelado na fila da cerveja. Tão bonito e desajeitado.. eu não conseguia parar de olhar, até que ele gritou: “Samantinha!” minha amiga parou e eu continuei. Ouvi quando ele perguntou: “quem é essa?” e ela respondeu “você não conhece???” depois eu estava muito longe para ouvir o desfecho da conversa. Estava triste. Procurando o ex, que de certo não estaria lá. Os amigos dele estavam,  também os meus, e todos os msmos bêbados de todas as sextas. Me juntei a eles. Ficar bêbada com os nerds é bacana. Ninguém acha estranho discutir política ou apostar cervejas para a cotação do dólar.
“Ana! vem conhecer o Biel!!!” –  Era a voz da Samanta, que percebeu quando eu finji que não ouvi e não insitiu.
Ele ja era tão desinteressante, magro, esquisito e minha chatisse estava no auge.
Quando veio o meu fã baixinho da química (ou da farmácia).  Eu não sei que mania os homens tem de se apaixonar por quem os trata mal. E pra evitar o desgaste de dar outro fora nele, eu corri pro lado da Samanta e disse: “Me abraça que o baixinho já me achou!” Ele me abraçou pra proteger, como se nunca fosse soltar. Como quem fosse me aguentar e continuar ao meu lado, até quado eu mandasse sair aos berros. Como quem fosse enfrentar tudo e lutar por mim, todos os dias desde aquele.

DSC06297

Rasgando a Bíblia

Poucas vezes o filme foi melhor do que o livro.
O cinema nacional está mais top do que nunca! O triste é que esse filme só faria sucesso se fosse europeu. De preferência do Almodóvar, que adora um pecado cabeludo e uma trepação sem distinção. Mas não teria o impacto sócio-cultural de um irmão apaixonado pela irmã em um país religioso, num século aonde mostrar as canelas era pecado.

E a irmã apaixonada, tem nome de Santa, a vó de Jesus Cristo, como eu e ela, era Ana.
Os católicos que me perdoem, mas como ele diz.. “eu não tenho culpa do meu delírio”

.

Embaçado

O conheci aos 16 anos. Mauro é um louco! tarado, lunático e sensível, como todo bom poeta.
Um cara que me pôs no Divã e ouviu todas as minhas crises da adolescência. Ele lia tudo que eu escrevia e eu devia ser péssima nisso, mas ele dizia que era lindo.

Dizem que cada olhar é diferente, talvez a minha letra só combine com o olhar dele, ou com a música…

porque será que eu sempre falava de café??? coisa de viciado!
Essa música merece o colo da minha tia Rita, escrevi isso pra ela. E um chazinho bem quente.

.

Prelude, Bach

Escrevo mal. só reclamo da vida. E o pior, cometo cada erro ortográfico me me mata!
Eu não sou triste como as coisas que escevo, e também não escrevo errado como escrevo. Ou será que escrevo? haha tanta redundância só pra colocar a culpa na dislexia.

Eu sou feliz, tenho bons amigos, boa família e principalmente boas crises.

Eu chorei por você no chão na cozinha, e ainda penso se prefiro ficar com você ou sofrer.
Pessoas como eu são um visgo maldito, uma felicidade que dura as  30 capsulas do meu antidepressivo.

Maquiagem borrada, ressaca, unhas roídas, você em pé, coçando a nuca, querendo me levar pra casa.
é tudo o que eu tenho. Além de outra dose e uma bolsa cheia de remédios e de uma chave perdida. Sempre perco minha chave.

.

Vinícius – O Filme

“rasguei poemas, mulheres, horizontes, fiquei simples, sem fontes”
“era capaz de tudo, qualquer baixeza para conquistar uma mulher”
“havia alguma coisa meio debochada nele (…) as pessoas achavam que ele era um devasso”

.

Vinicius_de_Moraes_Whisky

.

Por um segundo me vi nestes trechos.  Mas não estou bêbada. E sobre mim, as pessoas estão sempre equivocadas.
Quem dera a moralidade me abandonasse e eu pudesse viver de poesia e vícios.
Até lá, sou só mais uma “Com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão”. E ele, além de Deus agora também é o melhor documentário do século.

.

.

“Talvez eu seja um pouquinho. mas não era assim também, né!”

.

… até morrer-te.

.
Foto: Ellen Cellin

Não precisa agradecer porque lembro,
o que não deveria.
Nem precisa ir, para onde nunca saíu.

obrigada por esquecer.

.

“eu quase me esqueci”

Insônia é exesso de sanidade.

E sábado pode ser qualquer coisa, exeto um bom dia para ser são.
Lembro de estar revendo os negócios no computador, a bolsa, o dólar, o preço das fraldas. Quando a TV ligada começa a cantar algo que há muito tempo eu não ouvia.
E a fé… pode não ser real, mas é sem dúvida a demonstração popular mais linda (mais lindo que o Galo na final do Brasileirão, mais lindo que parar tanque de guerra em 1964, mais lindo que impeachman e que final de novela das 8).
Todas aquelas pessoas, acreditando juntas, com braços, abraços, terços e fé, chorando, acordando antes do sol para celebrar o Domingo que mal se levantou.

.

.

Postagens Antigas »